Segunda, 09 Janeiro 2006

Queremos Respostas - PacMan em Paris

medium_1.jpgParis estava em chamas, mas os Da Weasel insistiram tanto que, mesmo assim, fomos vê-los ao Olympia.


Antes de mais, quantos tiros já levaste?
Nenhum, graças a Deus.

E os outros clichés dos rappers, passaste por eles na juventude?
As coisas em que estive até hoje, a maneira de estar, vai um pouco contra a cena rapper. Não me considero sequer um mc, mc de batalha...sou um rapper, na medida em que escrevo e rimo, a partir daí não tenho nada a ver com o estereótipo do género.

Os Da Weasel foram a primeira banda nacional a gravar um disco de hip-hop. O pessoal ficou muito baralhado convosco?
Um bocado. Nascemos na cultura hip-hop, mas não somos um projecto convencional. A crítica foi rápida a catalogar-nos, mas muitos gajos do movimento ficaram revoltados, porque sabiam que não éramos um projecto única e exclusivamente hip-hop, era mais uma fusão.

E ao vivo?
Em 1993, 94, começaram os concertos de hip-hop em Lisboa e arredores - Boss AC, Black Company, todos os que apareceram no Rapública. Aí as pessoas ficavam mesmo à toa: ninguém tocava com banda, no máximo havia um DJ. Nós tínhamos baixo, bateria, guitarra, e as pessoas ficavam mais identificadas.

Não aceitarem o rótulo hip-hop deu-vos liberdade para fazer o que apetece, certo?
No início, as letras eram muito concentradas no hip-hop, é natural que tivesse havido essa confusão. Mas o primeiro disco já tinha uns samples de Red Hot, Dead Kennedys, cenas trash...

Havia por cá batalhas como as do 8 Mile?
E existem. Na rua, em alguns bairros. Mas entre 1995, 97, eu e o Jorge, que era o KJB dos Black Company, tínhamos um programa na FM Radical, o Ataque Verbal. Começámos uma noite de microfone aberto no Johnny Guitar e quem quisesse subia ao palco. Houve muitas batalhas, algumas até ficaram feias...

E uma década depois, o hip-hop tomou o lugar do metal nas escolas, não te parece?
Completamente. Há uns anos, era inconcebível, havia mesmo preconceito quando se ouvia falar em pessoal do rap. No secundário, era sinónimo de ser do gueto, pessoas de quem se tinha medo. Hoje, qualquer puto de classe média-alta curte hip-hop e anda de calças largas.

Gostavas da escola?
De tudo, menos das aulas. Aprendi muito, nos intervalos e quando me baldava.

Já escrevias rimas ou tiveste de te chegar à frente?
Escrevia, mais texto corrido, mas sim, tive de me chegar à frente. Tocava em bandas punk hardcore com o meu irmão, o primeiro concerto que dei foi uma primeira parte dos Censurados, salvo erro em Corroios. Não havia ninguém para cantar e o meu irmão [Jay] disse "cantas tu"!

Porquê a passagem do inglês do EP para o português do primeiro álbum?
Na altura nuita gente rimava em inglês, até roubavas cenas dos rappers internacionais e quase ninguém notava. Muitas pessoas à volta fizeram pressão e aí vi o quão pouco genuínas eram as outras coisas. Não estou a deitar fora, mas não há comparação.

É difícil não ficar foleiro na nossa língua?
Isso é um preconceito tramado. Por exemplo, quando escrevi o Re-Tratamento, tinha noção de que podia ser piroso, mas fui em frente. Há coisas que fazem parte da nossa vida e são foleiras. Ouço letras em inglês de arrepiar e as pessoas não se importam. Se tiver de dizer "bebé", digo, desde que faça sentido.

Os Da Weasel vendem que se fartam, uma namorada das telenovelas, mandatário do Manuel Alegre. Era quase impossível não te tornares uma figura pública. Gostas?
Não. Nunca tive problemas em ser reconhecido pelas razões certas. Mas já tenho quando é, por exemplo, por andar com alguém que faz telenovelas. Isso não, gosto de ser reconhecido pelo meu trabalho. O resto custa-me muito.

Mas um mandatário para a juventude não deveria saber mergulhar?
Estou a tratar disso, mas posso sempre entrar numa de mau exemplo... Mas enquanto mandatário, o que tento fazer é cativar uma certa fatia da juventude que, como eu, não se revê em nenhum dos outros candidatos.

Ligas mesmo à política. Tens opinião sobre a Ota e o TGV?

Tenho, não é coisa de que vá falar agora... Acabo por ser muito intuitivo e confio no carácter do Manuel Alegre. O Cavaco Silva, as pessoas mais novas se calhar não se lembram, mas não me parece que tenha deixado saudades; e o Mário Soares, acho que já teve o seu tempo.

Carlão, Pacman, Puto P... são heterónimos, tens ambições de ser um Fernando Pessoa dos tempos modernos?
Surgiram naturalmente. Sempre andei com pessoal mais velho, por causa do meu irmão. Tinha 11 anos e chamavam-me Carlão, no gozo. Acabou por ficar, porque os passei a todos em altura. Depois foi Pacman, Puto P era para ser um nome mais português. O Pac nunca desapareceu e desisti. Até tenho outro, o Pacotes, para outras cenas que faço...

E o que é que elas te chamam na cama?
Depende. Regra geral é Carlos.

Vida de músico é como os marinheiros, um amor em cada palco?
Também depende. Sempre fui de uma relação e aí só tenho um porto. Claro que, enquanto músico, tocas em muitos sítios e surgem muitas cenas, não vou ser hipócrita. Mas há quem faça muito mais vida de marinheiro do que eu.

Moram todos na Margem Sul?
À excepção do Guilherme que é de Alfama e mora na Graça.

O que é que tem de especial para continuarem lá?
Nasci quase aqui, foi em Angola, mas vim para cá bebé. Há aqui um sentimento mais bairrista, as pessoas conhecem-se bem, são unidas. É um pouco diferente de Lisboa, excepto alguns bairros. O Porto já é diferente.

Vais continuar por lá...
...Sempre, sempre.

Alguma vez imaginaste ir de Almada até Macau?
Não. Foi uma surpresa fixe, mas mais ainda foi Paris.

Foste aos casinos lá em Macau?
Alguns. Ninguém da banda é de casinos, à excepção do Guilherme. Sempre que vamos tocar a algum sítio que tenha um por perto, ele vai para lá. Mas é calmo, só slot machines...

E depois o Olympia. Achas que dá para fazer uma digressão pelas comunidades lusófonas, África, Brasil...?
Acho que sim, havendo vontade dos promotores. Este ano estive em Cabo Verde e senti que as pessoas queriam mesmo um concerto dos Da Weasel. O Virgul esteve o ano passado em Angola e também sentiu isso. O pessoal conhece, passa na rádio e nas discotecas.

Vocês conseguem ser mainstream e ao mesmo tempo de culto: houve quem fosse daqui de autocarro para vos ver em Paris!
Certo. Faz-me um bocado de confusão os rótulos, mas mainstream faz-me menos que comercial, por exemplo...

...vocês chegam dos bairros até Cascais.
Nesse sentido é um bom mainstream. Mas já foi muito mais uma banda de culto do que é hoje. Era fixe para alguns putos curtir Da Weasel, agora se calhar é mais estranho, porque a irmã de quatro anos já canta.

E agora, não têm medo de cair da montanha que escalaram?
Quando vendemos Ouro no Podes fugir, achámos que mais que isso era impossível. Continuámos a fazer a nossa música e acabou por ser este o que vendeu mais, não vale a pena pensar nisso.

medium_2.4.jpgBandeiras, cachecóis, o pessoal a cantar o hino...Vocês em Paris acabaram por ser uma espécie de Benfica na música.
Certo. A partir do momento em que vem aqui uma banda tuga, essas coisas vêm ao de cima, gritos de Super Bock, Portugal e Benfica, três coisas com as quais nos identificamos.

No vosso DVD dizes: "depois lembro-me que um gajo ainda ganha dinheiro com isto..." Estão a viver um sonho?
Claramente. Estou a fazer uma coisa de que gosto...um sonho, é mesmo isso.

Segunda questão a ver com o DVD: dizes que só gostas de vomitar a meio ou no fim dos concertos. E dúvida é: porque é que gostas de vomitar, seja em que altura for?
Foi um bocado mal dito. Stresso muito nos concertos, regra geral, tomo um ansiolítico. Há uns anos eram outras coisas... Este concerto até correu muito bem, é uma questão psicológica. Quem vir, deve pensar que sou maluco, mas podem ter a certeza que, se tivesse feito alguma coisa, estava tranquilíssimo.

Como é que descomprimem fora do palco?
Bebemos copos. Nós e a equipa técnica somos quase família, sempre na palhaçada, recebemos muita gente no backstage e ficamos por ali.

Em Paris vocês pareciam os putos da escola em visita de estudo. Nunca se chateiam?
É natural haver stresses, mas de maneira geral o pessoal dá-se bem. A prova é que quando acaba uma digressão, se for preciso ainda vamos de férias juntos.

São todos do Benfica?
Menos o Virgul, que é do Sporting, e o Mãozinhas [DJ Glue], que não se sabe muito bem, não liga muito.

Costumas ouvir os vossos CDs?
Só quando o disco está fresquinho e queres ouvir se ficou tudo bem, para te habituares à coisa e depois tocares ao vivo. Os antigos não, às vezes apanho cada susto! Há tempos, ouvi uma cena do Dou-lhe com a Alma e arrepiei-me todo, por causa da voz esganiçada.

A estreia do Virgul a solo, lá para Fevereiro, não mexe com os Da Weasel?
Acho que não. Ouves aquilo e vês mesmo que é a cara do Virgul, mais virado para o reggae, acho que só é bom para os Da Weasel.

Disseste-me que o concerto do DVD não era dos melhores e que os dos Coliseus, lançados agora em CD, não foram dos melhores...és o eterno insatisfeito?
Não, nem quero ser mal interpretado. Já saí de concertos com pessoal da banda a dizer que foi o melhor dos últimos tempos e para mim tinha sido dos piores. É muito relativo. Por razões pessoais, não desfrutei dos Coliseus como a ocasião merecia. O do DVD é meio estranho: era para ser mais intimista, mas mesmo nos festivais tivemos concertos que extravasaram mais. Se tivesse gravado no Sudoeste, se calhar estava a dizer que o outro tinha sido mais porreiro.

Qual o primeiro concerto a que foste?
Iron Maiden, em Cascais, tinha 11 anos...

...agora estás com 30, não devias começar a pensar em constituir família, ter filhos, essas coisas?
Quero constituir família, claro que pretendo ter filhos, mas não o sinto como obrigação. Quando surgir, surgiu. Agora estou numa fase de pausa.

E achas que os Da Weasel vão durar tanto como os Xutos?
A ideia é um bocado essa, até porque é das bandas que mais admiro e não estou a falar só de Portugal. Sigo-os como um exemplo.

Então voltamos a falar a seguir ao concerto dos XX anos?
Era boa dica...

A Maxmen em Paris
Entrevista de Hugo Vinagre
Fotografias de José Chan

 

 

 

Três Discos

Thriller

Michael Jackson

"Um dos primeiros discos que comprei, com o dinheiro da minha mãe, claro. A todos os níveis, a música, o vídeo, bateu-me muito e ficou para sempre. Foi das coisas que mais me influenciou enquanto criança."

 

 

 

O Monstro Precisa de Amigos

Ornatos Violeta

"Convinha ter um disco português e este é dos melhores de sempre, de uma das melhores bandas, com um gajo [Manel Cruz] que me fez acreditar de novo no rock, principalmente por causa das letras. No rock, por vezes, há falta de bons assuntos."

 

 

BE

Common

"Já foi Common Sense, agora é só Common. Um dos melhores rappers vivos, é dos gajos que escrevem melhor e que têm uma atitude mais cool. Em onze temas, nove são produzidos pelo Kanye West, em excelente forma."

 

 

ESTATÍSTICAS VITAIS:

Guillaz
Nome Verdadeiro: Guilherme Silva Idade: 35 Altura: 1.71 Peso: 74 Posição: Baterista Doninha Desde: 1995 Ponto Alto: Prémios MTV em Roma. Momento Baixo: Quando o Virgul partiu a perna e tivemos de improvisar. Melhor História: As miúdas atiram soutiens e cuecas nos concertos. Uma vez, no Sudoeste, mandaram uma boneca insuflável e estivemos a curtir com ela no palco.

 

 

Virgul
Nome Verdadeiro: Bruno Silva Idade: 26 Altura: 1.72 Peso: 75 Posição: Vocalista Doninha Desde: 1995 Ponto Alto: Ganhar um MTV European Award. Momento Baixo: Quando não há concertos. Melhor História: Estar com as estrelas nos MTV Awards, em Roma. Aquela after-party no hotel...

 

 

 

Puto Pac
Nome Verdadeiro: Carlos Nobre Idade: 30 Altura: 1.83 Peso: 83 Posição: Vocalista Doninha Desde: 1994 Ponto Alto: Os Coliseus. Foi aí que percebemos que estava a correr bem. Momento Baixo: O Virgul ter partido a perna no Sudoeste. Melhor História: Uma vez, demos um concerto na Figueira da Foz e esquecemo-nos lá do Quaresma.

 

 

 

Jay-Jay
Nome Verdadeiro: João Nobre Idade: 34 Altura: 1.68 Peso: 60 Posição: Baixista
Doninha Desde: 1994 Ponto Alto: No Peak de Hong Kong. Momento Baixo: Zambujeira do Mar, o Virgul teve uma fractura exposta. Melhor História: Quando tocámos em Barcelona, o Quaresma era writer de grafitti e tagou o hotel. Chamaram a polícia, ele fugiu com a arma do crime e atirou-a ao rio.

 

 

Glue Swan
Nome Verdadeiro: Miguel Santos Idade: 24 Altura: 1.70 Peso: 70 Posição: DJ Doninha Desde: 2001 Ponto Alto: O concerto no Olympia. Momento Baixo: Antes de entrar para os Da Weasel. Melhor História: Num concerto perto de Braga, era tanta gente a pedir autografos que o motorista ficou com a carrinha a trabalhar nas traseiras e nós saltámos pela janela.

 

 

 

Quakas
Nome Verdadeiro: Pedro Quaresma Idade: 33 Altura: 1.78 Peso: 75 Posição: Guitarrista
Doninha Desde: 1994 Ponto Alto: Se calhar, o Olympia. Momento Baixo: Quando não há nada para fazer. Melhor História: Já estivemos em dois festivais onde o Tony Carreira tocava antes de nós, num palco pequeno, ao lado do nosso. E ele tem o dobro dos nossos músicos!


 

 

> A Paixão


NATIONAL PORNOGRAPHIC

Cuidado com as doninhas americanas!

A espécie mais pequena da família dos carnívoros encontra-se um pouco por toda a Europa, Ásia, Norte de África e em algumas zonas dos Estados Unidos. Acasalam na Primavera, a única época em que os machos e fêmeas contactam uns com os outros. A fêmea faz um ninho no interior da toca e cinco semanas após o acto nasce uma ninhada de três a oito doninhazinhas. A partir das oito semanas, já caçam para elas e, às doze, a mãe põem-nas na rua, nada de ficar em casa até aos quarenta! Milhares de doninhas americanas foram introduzidas na Europa pela antiga URSS, o que colocou as europeias à beira da extinção - as americanas são maiores e melhores nadadoras, e os seus machos acasalam com as fêmeas europeias antes dos machos europeus. Vai daí, elas não engravidam e na época de gestação já não querem nada com os seus conterrâneos. Ultimamente têm sido levadas doninhas europeias para a Nova Zelândia, que se espera ser suficientemente longe para as americanas nadarem até lá. Por isso, Pac & Companhia, cuidado!



À L'OLYMPIA
Concerto Nº87 da tournée de Re-Definições, o álbum mais vendido nos 11 anos dos Da Weasel.

Depois de festivais em Berlim, Madrid, Barcelona e Macau, a banda de Almada estreava-se em França e logo em nome próprio. Durante o sound-check, cinco horas antes do concerto, soubemos que bilhetes para aquela noite era coisa que já não existia. Duas mil e quinhentas pessoas, sold out... Isto quando, na véspera, Natalie Imbruglia pouco tinha passado dos 500 espectadores. Normalmente, não há filas à porta do Olympia, diziam-nos, mas quando saímos para jantar, hora e meia antes do DJ que fazia a primeira parte, já lá estava um número considerável de pessoas, tipo bilheteira da FNAC quando há novo concerto em cartaz.
No MacDonald's da rua do Olympia falava-se em português, bastou perguntar em voz alta onde estavam as palhas para termos logo resposta e umas meninas a ensinarem-nos que se dizia "paille" em francês. Merci. Voltando à sala, já a festa estava montada. Parecia um jogo de futebol: cachecóis, bandeiras, t-shirts, cantou-se o hino, "Super Bock, Super Bock" e no fim do concerto saiu toda a gente a gritar "Por-tu-gal!" Mais patriotismo por parte de jovens, muitos deles nascidos em França, numa sala parisiense, do que muitas vezes em Portugal inteiro.
O concerto, esse, não andou muito longe do normal: há três alinhamentos-base, feitos por toda a banda, que raramente falham. Estar ali arrepiou mais do que uma vez, por nos lembrarmos que estávamos bem longe do Coliseu. Só faltou God Bless Johnny, talvez old school demais para tocar no estrangeiro, e Casa.
Esta explicaram-nos porquê: só a tocam com o Manel dos Pluto, ex-Ornatos, ou com o videoclip a passar,e ali nã tinham uma coisa nem outra. Quem os quiser ver ao vivo ainda nesta digressão, só mesmo na passagem de ano: antes da meia-noite na Figueira da Foz, e depois no Porto, já nas primeiras horas de 2006.


LES BANALITÉS
Os instrumentos foram de carrinha, nós fomos com eles de avião e muita coisa aconteceu em três dias.

Primeira boa impressão de Paris: alguns táxis têm GPS, óptimo para saber se estamos a ser enganados. Foi o único transporte público que utilizámos no trânsito caótico da capital francesa, na maioria das vezes para tirar as fotografias com Pacman. No primeiro dia, a foto não funcionou, já que por lá anoitece pouco depois das 17 horas. Voltaríamos no dia seguinte, graças a Deus com menos trânsito, era feriado por causa do final da I Guerra Mundial. Mas dessa vez apanhámos com uma mulher poliícia autoritária, que correu conosco do jardim da Torre Eiffel, por não termos autorização para fotografar lá. Antes disso, já Pacman tinha sido reconhecido. Mais tarde, junto ao Moulin Rouge, um senhor não resistiu a sair do restaurante onde almoçava para vir perguntar se era algum futebolista, ao ver o aparato de material fotográfico que bloqueava todo o passeio. No sound-check havia montes de imprensa portuguesa, mais de vinte, à vontade, mas lá os raptámos um a um para uma saída de emergência, onde os fotografámos. Voltaríamos a encontrá-los no fim do concerto, já no backstage, onde só faltou o Pauleta, que estava em Portugal por causa da Selecção. Lembramos que esta viagem foi no início do recolher obrigatório por causa dos carros em chamas mas, apesar de o aftershow ter sido na Costa do Sol, uma discoteca lusa a cerca de uma hora do Olympia, nem sinais da escumalha. Estiveram lá os Canta Bahia e tivemos direito a buffet e Moet & Chandon à discrição - Virgul até viria a dar banho ao pessoal com uma das garrafas, à porta da discoteca, cerca das 4 da manhã. Os jovens luso-descendentes, esses, dançavam martelos fora de prazo, para não falar de uma cena que só vista (da zona VIP, onde estávamos, umas vezes de champanhe, outras de Super Bock na mão): começou a dar Quim Barreiros e toda a gente dançou, com os bracinhos no ar, à rancho folclórico e tudo. A sala estava cheia e na rua ainda se formava uma fila de gente que não se importava de esperar à chuva. Regressámos no avião deles, nos lugares normais, nada de executivas. Nem Playstations a bordo, como no avião em que foram para Macau. Voltando a Paris, um milhão de tugas faz-se sentir, até um pequeno incidente a más horas parecia ter sido escrito por um mau argumentista: nós, portugueses; o motorista do autocarro, português; o nosso taxista, português; e dos dois polícias, um também era dos nossos...

in

nº 58 Janeiro de 2006


Comentários

Tinha saudades de boas entrvistas....valeu memso

Escrito por: PLUR | Quarta, 18 Janeiro 2006

e mesmo assim todos os dias da vida somos umas mini-doninhas

Escrito por: ricardo | Terça, 21 Agosto 2007

gostei da melhor historia do pacman. podiam deixar o Glue, ou ate mesmo o Quaresma, em Gaia... :P

Escrito por: dama | Segunda, 10 Novembro 2008

Tipo sou fã dos dw desde que a minha irmã começou a gostar eu dizia eu n gosto deles sao estupidos e parvos ( mas eu tinha era inveja pk ela ia aos concertos e afinal fikava em casa mas agr fui ao pavilhao atlantico e reparei que sao um maximo so uma perguntinha

Tu alguma vez fizeste playbeck????

Escrito por: o domninho | Sexta, 06 Fevereiro 2009

eu nunca tive a oportunidade de te conhecer a ti pacmen e ao resto da banda ja falei 1 vez com o Vi mas nunca contig falei com o vi no concerto em corroios no dia 31 de agosto de 2007 tava la os teus amigos todos e tu tavas la dentro c eles e eu n pude entrar...

Será que alguma vez podemo-nos conhecer ?????????

e ja agr fui ao concerto de 31 de agosto de 2007 e nesse mesmo dia tinha feito anos e na hora que vcs começaram a tocar era na hora que eu tava a nascer e eu nasci em 995 kuando vcs fizeram a banda ;)

Escrito por: Doninho | Sexta, 06 Fevereiro 2009

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